quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma flor para cada mulher☼☼☼


Por que duas pessoas que se encontraram e se encantaram,
viveram um amor que parecia indestrutível,
se separam?
Por que o amor geralmente acaba de um lado só e é o outro que fica chorando e querendo entender as razões?
Amores deveriam ser eternos,
mas nem sempre são.
Costumo comparar casais a chave e fechadura.
Nem toda chave abre todas as portas e é necessário encontrar aquela exata que vai se encaixar perfeitamente e tudo será possível.
Mas a gente acredita que cada vez que alguém toca nosso coração e entra,
é definitivo.
Um casal que se apaixona de início sem que um tenha tido o tempo de desnudar o outro nas suas verdades, acredita nessa chama e até briga por ela muitas vezes.
E cria-se sonhos,
planeja-se o futuro...
enquanto isso os dias vão passando,
toma-se menos cuidado em manter a magia e a parte dos dois que é mais sonhadora começa a sentir-se incomodada.
Dá medo.
Medo de ter que olhar bem nos olhos da realidade e dizer: acabou!
Medo de ter que se confessar a si próprio que ainda não foi aquela vez!
Medo da solidão,
de ter que recomeçar...
Não são as decepções que matam o amor.
Se assim fosse, não existiriam perdões e reconciliações.
O que mata o amor é simplesmente a tomada de consciência de que o outro não é o ser sonhado.
É como acordar depois de um longo sono e lindos sonhos.
O outro está ali,
é a mesma pessoa,
mas aquela neblina que dava a impressão de irrealidade já não mais existe.
E isso não acontece da noite para o dia,
como se costuma pensar.
É algo que vem com os dias,
os hábitos,
as monotonias. Um percebe, o outro não. Um começa a se sentir angustiado e o outro continua acreditando ou finge que acredita.
E quando a gota que faz transbordar o vaso chega é o mundo todo que desmorona.
Porém,
tudo não fica definitivamente perdido.
Sobra de um lado a dor e os porquês,
um resto de amor que teima em ficar no fundo como o vinho envelhecido na garrafa e do outro o coração dividido por não poder reparar erros cometidos e a vontade de continuar em busca de outros horizontes.
Sobra para os dois a ternura e a lembrança dos momentos passados juntos.
Por que corta-se relacionamentos,
mas não se apaga momentos,
mesmo que a gente queira.
Vivido é vivido,
feliz ou infelizmente.
Inútil é querer resgatar um amor que resolveu partir pra outras direções.
Quanto mais se apega,
mais ele se afasta.
E quanto mais se afasta,
mais dói no outro a incompreensão.



É uma roda da qual é difícil de sair.
E é uma pena, pois os corações não merecem isso.
Quando a questão é amor,
 não existe justo ou injusto.
Existe o que ama e o que não ama mais.
Precisamos aceitar que o outro não tenha os mesmos sentimentos,
mesmo se isso nos faz mal,
por que se o amor não for livre para se instalar onde realmente deseja,
ele perde toda a razão de ser.

De Uma flor para cada mulher do mundo)
                                                                   (Letícia Thompson) -- Por Mirian☼☼☼
                                                                         

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