terça-feira, 30 de setembro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
Ausência☼☼☼
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava,
ignorante,
a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a,
branca,
tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência,
essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
CDA
domingo, 21 de setembro de 2014
Organizando para bem viver
O político,diplomata e inventor, Benjamim Franklin, resolveu traçar algumas normas para servirem de roteiro para aqueles que deseja viver um grande ideal.
Ei-las:
1 - TEMPERANÇA
Não coma até o entorpecimento; não bebas até a exaltação.
2 - SILÊNCIO
Não fales senão para beneficiar aos outros ou a ti; evita conversa frívola.
3 - ORDEM
Que todas as tuas coisas tenham os seus lugares; que cada parte da tua atividade tenha seu tempo.
4 - RESOLUÇÃO
Resolve realizar o que deves;
realiza sem faltar com o que resolveste.
5 - FRUGALIDADE
Não faças despesa alguma, a não ser para o bem de outros ou de ti, isto é, não desperdices coisa alguma.
6- DILIGÊNCIA
Não percas tempo, emprega-o em algo útil; suprime as ações desnecessárias.
7 - SINCERIDADE
Não use ardis lesivos; pensa com coerência e justiça e, se falares, falado mesmo modo.
8 - JUSTIÇA
Não prejudiques a ninguém fazendo o mal ou omitindo os benefícios que são do seu dever.
9 - MODERAÇÃO
Evita os extremos; não te ofendas com injúrias, mesmo quando pensas que não as mereces.
10 - LIMPEZA
Não toleres falta de limpeza no corpo, nas roupas ou na habitação.
11 - TRANQUILIDADE
Não te perturbes com ninharias ou com acidentes comuns ou inevitáveis.
12 - CASTIDADE
Usa raramente dos prazeres carnais, apenas por motivos de saúde ou reprodução, nunca até o entorpecimento, a fraqueza ou em prejuízo de tua paz ou reputação de outrem.
13 - HUMILDADE
Imita Jesus e Sócrates.
Ei-las:
1 - TEMPERANÇA
Não coma até o entorpecimento; não bebas até a exaltação.
2 - SILÊNCIO
Não fales senão para beneficiar aos outros ou a ti; evita conversa frívola.
3 - ORDEM
Que todas as tuas coisas tenham os seus lugares; que cada parte da tua atividade tenha seu tempo.
4 - RESOLUÇÃO
Resolve realizar o que deves;
realiza sem faltar com o que resolveste.
5 - FRUGALIDADE
Não faças despesa alguma, a não ser para o bem de outros ou de ti, isto é, não desperdices coisa alguma.
6- DILIGÊNCIA
Não percas tempo, emprega-o em algo útil; suprime as ações desnecessárias.
7 - SINCERIDADE
8 - JUSTIÇA
Não prejudiques a ninguém fazendo o mal ou omitindo os benefícios que são do seu dever.
Evita os extremos; não te ofendas com injúrias, mesmo quando pensas que não as mereces.
10 - LIMPEZA
Não toleres falta de limpeza no corpo, nas roupas ou na habitação.
11 - TRANQUILIDADE
Não te perturbes com ninharias ou com acidentes comuns ou inevitáveis.
12 - CASTIDADE
Usa raramente dos prazeres carnais, apenas por motivos de saúde ou reprodução, nunca até o entorpecimento, a fraqueza ou em prejuízo de tua paz ou reputação de outrem.
13 - HUMILDADE
Imita Jesus e Sócrates.
sábado, 13 de setembro de 2014
Para Sempre☼☼☼
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
A Máquina do Mundo ☼☼☼
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco o simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
“O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste… vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que tantos
monumentos erguidos à verdade;
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerravasemelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mão pensas.
CDA
A Rosa de Hiroshima☼☼☼
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida.
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
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