domingo, 31 de maio de 2009

Rua das Acácias☼Suzana de Moraes Feinberg☼


Amigo Jean-George: olha que rua bela e feliz é a rua das Magnólias que adiante vai dar em Oitis. Oitis vai dar em Acácias onde residem os Moraes. Oitis, amigo, foi tempo... Magnólia, não há mais. De Acácias um pé havia na entrada do meu jardim Lembro-me até que colhia seu ouro todo pra mim Aqui faz três graus a menos que em Ipanema ou Leblom Sinta, Jean-George, que ameno. Respire, amigo: que bom!! Para aqui, de Lopes Quintas rapazinho me mudei Quando ainda um troca-tintas Em direito me formei. Aqui bati muita bronha sofrendo de não ter fim Por amor da fria Antônia que não quis dar para mim. Depois casei, não com ela, mais com meu segundo amor A mãe de Suzana a bela E Pedro o mergulhador. Morávamos bem ali junto a ladeira sombria Era tanta a poesia Que quase, quase morri. Minha Rua das Acácias Que nem Acácia tem mais... Ah, se essa rua contasse A história de um sexo em flor Talvez eu ressuscitasse Antônia, morto de amor.
Coelho Neto 07/09/81.

Um comentário:

Unknown disse...

Desde criança , recito esse Poema!!’é a cara do Rio,